DURBAN
Coordenadas:
29°
53' 0" S,
31° 03' 0"
E

Durban (em zulu eThekwini) é uma das mais importantes
cidades da África do Sul e situa-se na província de
Kwazulu-Natal, na Costa do Oceano Índico.
A província deve o seu nome a dois grandes factores, um
dos quais intimamente relacionado com a história dos
descobrimentos marítimos portugueses. A 25 de Dezembro
de 1497, dia de Natal, Vasco da Gama, na sua rota
marítima para a Índia, aportou numa lagoa natural – que
pensava ser um rio – que baptizou de “Rio de Natal”.
Este nome foi mais tarde corrigido para “Porto Natal”,
ficando a cidade que no local então se implantou a ser
conhecida por Durban apenas em 1835, em homenagem ao
então Governador inglês da província do Cabo, Sir
Benjamim D’Urban.
Kwazulu significa, em zulu, “a terra dos zulus”. E, de
facto, toda aquela região é dominada pela etnia zulu que,
durante mais de um século, resistiu bravamente à
dominação branca, primeiro dos bóeres holandeses e
posteriormente à dos ingleses. Vencida militarmente
pelos ingleses, os zulus foram – no século XIX –
confinados a uma reserva para nativos criada na
província do Natal à qual chamaram Zululândia. Já no
século XX e com a introdução do regime do apartheid na
África do Sul, foram criados pseudo-estados de base
tribal (os Bantustões) cujo objectivo era o de manter os
negros fora das dominações brancas. Com o fim do regime
e a adopção da Constituição de 1996, o bantustão do
Kwazulu foi formalmente reincorporado na província do
Natal, passando a nova província a ser conhecida com o
nome de Kwazulu-Natal, sendo a única que inclui no seu
nome o grupo étnico dominante.
Durban é a terceira maior cidade do país em número de
habitantes após Joanesburgo e Cidade do Cabo. Tem cerca
de 2,7 milhões de habitantes (4 milhões na área
metropolitana) e é a maior cidade indiana do mundo fora
da Índia.
Tal facto deve-se ao estabelecimento de uma vasta
indústria de cana de açúcar que, em 1860, os ingleses
implementaram na província do Natal. Dada a dificuldade
em atrair trabalhadores zulus para as plantações de
açúcar, os colonizadores trouxeram milhares de
trabalhadores /escravos da Índia, com contratos de
trabalho de 5 anos, tendo muitos deles acabado por se
estabelecer por estas paragens, formando a maior
comunidade asiática na África do Sul.
Sendo uma das mais cosmopolitas cidades da África do Sul,
Durban espelha uma diversidade de culturas e etnias que
se reflectem não só no colorido dos seus mercados como
na sua arquitectura e na gastronomia. As atracções que
Durban oferece correspondem à sua história de
miscigenação. O mercado indiano na Victoria Street Market, o principal templo muçulmano no hemisfério sul –
o Jumma Musjid Mosque –, os parques aquáticos
localizados no uSaka Marine World e os bares e cafés
diversificados que encontra no Victoria Embankment,
tornam Durban uma cidade vibrante e cheia de vida. Dê um
passeio nos riquexós africanos, ao longo da waterfront e
experimente a cozinha colorida e diversificada, recheada
de especiarias e de sabores exóticos.
Foi em Durban que Mahatma Gandhi, confrontado com a
descriminação racial, desenvolveu a sua teoria de
resistência pacífica e foi também nesta cidade costeira
oriental que viveu Fernando Pessoa, de 1896 a 1905. Fez
a instrução primária na escola de freiras irlandesas da
West Street e, em 1899 ingressou no Durban High School
onde permaneceu durante 3 anos, sendo um dos primeiros
alunos da turma. Regressado a Portugal em 1905, a sua
obra parece ter esquecido Durban, mas Durban certamente
não esqueceu Fernando Pessoa, homenageando-o com um
busto na esquina das ruas Pine e Gardiner.
Suas temperaturas sempre altas favorecem praias repletas
de surfistas em busca de boas ondas. As praias ficam ao
longo da Golden Mile, nome dado aos seis quilómetros de
faixa costeira onde também ficam a maior parte dos
hotéis e restaurantes da cidade. Se tiver tempo e
interesse em conhecer a zona norte da cidade, não se
esqueça de dar um salto a Umhlanga Rocks e a Ballito,
conhecendo as belíssimas praias de água quente do Índico,
destino de férias de milhares de sul-africanos e de
turistas.

O estádio Moses Mabhida foi construido de raiz no
terreno onde anteriormente se situava o Kings Park
Soccer Stadium. Custou 2,6 mil milhões de Rands e
destaca-se pelo arco que o atravessa e que atinge 100
metros no seu ponto mais alto. O acesso ao arco estará
aberto ao público que tenha a curiosidade – e a coragem
– de avistar Durban de cima.
O novo estádio tem uma capacidade para 70,000
espectadores sentados, estando prevista a sua redução
para 54 mil após o Mundial.
Prevê-se que, findo o Campeonato do Mundo, o novo
estádio possa vir a ser utilizado em eventos culturais e
recreativos como concertos e outros espectáculos
culturais e desportivos.
A acomodação e alojamento em Durban é variada. Aconselha-se,
todavia, que proceda às suas reservas com a necessária
antecedência, através da sua agência de viagens ou
através do sítio:
http://www.wc2010accommodations.com/stadium-accommodation/durban-stadium.html
Na África do Sul, o recurso ao B&B (ou Guest Houses) é
muito frequente, oferecendo, na generalidade, níveis de
qualidade aceitáveis.
Nos meses de Inverno (aqueles em que se realizarão os
jogos do mundial) o tempo em Durban será temperado.
Durante o dia as temperaturas poderão atingir os 25 a
30º, com um grau elevado de humidade, mas não se esqueça
que à noite as temperaturas podem cair substancialmente.
Se tiver necessidade de obter cuidados de saúde, e no
caso de ter efectuado um seguro de saúde em viagem, opte
pelos serviços do Hospital Privado
Parklands Hospital que se situa em 75 Hopelands Road, Overport, Durban com
o telefone 031 242 4000.
No caso de não possuir seguro de saúde, poderá sempre
recorrer ao hospital público (e gratuito), devendo
preferir o
Addington Hospital situado em Erskine
Terrace, South Beach Durban, com o telefone 031 327 2000
Existe um Consulado de Portugal em Durban. Caso
necessite recorrer aos serviços consulares não hesite em
contactá-lo.
Consulado de Portugal em Durban
16th Floor, Suite 12
320 West Street
4000 Durban
Telefones: +27 (0)31 305 7511
Fax: +27 (0)31 304 6036
E-mail: mail@cndur.dgaccp.pt
Período de atendimento: 08.30 às 13.00 horas
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